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HitdaBreakz

9/09/2008

HDB TV


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6/25/2008

Rocky Marsiano - viagem musical. Esta 6a na FNAC


Esta 6a, pelas 18:30, na FNAC do Chiado farei uma viagem musical pelo universo jazz/funk/soul/hip-hop que me inspira sempre que "visto a pele" do Rocky Marsiano.
O convite partiu da própria FNAC e eu achei-o bastante original.

Posso garantir que a viagem será bastante interessante para todos os amantes dos Breakz...

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6/23/2008

HTB Tv: Behind The Scenes no Hip Hop Pessoa






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Para quem perdeu um grande espectáculo no passado dia 13, aqui fica um "cheirinho" do excelente ambiente que reinou durante o jantar conjunto dos artistas, técnicos e produtores do evento.

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Um forte abraço para: Fuse, Mase, Sagas, Rodrigo Amado e T one, Ride, D_Fine, Raptor, Nomen e Rui Murka (claro que faltam nomes - mas cairam no esquecimento , desculpem)!



6/18/2008

HTB TV


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A HTB TV está de volta com um mini-filme feito há poucos dias na Meca do diggin em Amsterdam, a Wax Well Records. O Delay, uma das caras da loja, mostra-nos um dos seus mais recentes bolos.



6/12/2008

Fernando Pessoa e Hip Hop, 13 Junho


No próximo dia 13 de Junho completam-se 120 anos sobre o nascimento de Fernando Pessoa. Para celebrar a data, a Casa Fernando Pessoa e a Câmara Municipal de Lisboa decidiram lançar um desafio à editora Loop:Recordings e marcar um encontro entre os escritos do poeta e algumas das mais aplaudidas vozes do movimento Hip Hop nacional.

O primeiro resultado desse desafio será o espectáculo que no próximo dia 13 tomará conta do Terreiro do Paço, ali mesmo ao lado do Martinho da Arcada tão caro a Fernando Pessoa. A partir das 18 horas haverá música e graffiti para evocar a obra de Fernando Pessoa.

Melo D, Maze e Fuse dos Dealema, Raptor, Rocky Marsiano, Rodrigo Amado, Sagas, Dj Ride, T-One, D_Fine e Viriato Ventura (pai de Sam The Kid) serão os artistas que marcarão presença no palco montado no Terreiro do Paço. As actividades começarão às 18 horas, com DJs da Loop (Rui Miguel Abreu, José Belo, D-Mars, DJ Ride) a darem música à cidade enquanto painéis alusivos à iconografia pessoana serão pintados por Nomen, um dos mais reputados writers de graff nacionais. Às 22 horas começará o concerto propriamente dito.

Entretanto, estão a ser dados os retoques finais num álbum de homenagem a Fernando Pessoa que a Loop:Recordings deverá editar em Setembro. Este projecto nasce igualmente do desafio lançado pela Casa Fernando Pessoa. Tem direcção artística de D-Mars (aka Rocky Marsiano) e envolve artistas como Pedro Laginha (actor, vocalista dos Mundo Cão) em colaboração com DJ Ride, Marta Hugon em colaboração com os Spill de André Fernandes, Kalaf em colaboração com o trio do saxofonista Rodrigo Amado, D_Fine e Rocky Marsiano, Maze com o DJ Soma, Fuse, Melo D, Sagas, Raptor e Sam The Kid com o seu pai, Viriato Ventura.

Todos estes projectos partiram de diferentes abordagens aos textos de Pessoa para uma viagem de redescoberta das suas palavras e ideias. A edição em CD deste projecto deverá ser acompanhada de um DVD com entrevistas aos diversos artistas envolvidos e imagens do concerto do próximo dia 13.

HIP HOP PESSOA
Dia 13 de Junho


18 horas – início com djs e graffiti
22 horas – concerto

Entrada livre


6/10/2008

Diggin' in Africa: as aventuras de Frank Gossner


No novo número da revista Parq (descarregável em pdf no link indicado atrás), assino um texto sobre Frank Gossner, mentor do fabuloso blog Voodoo Funk (onde há vários sets feitos a partir dos discos descobertos no terreno que todos deveriam descarregar!) que dá conta das suas expedições em África para encontrar vinis que a memória local há muito perdeu. Essas viagens servirão de leit motiv para um documentário que se encontra actualmente em fase de montagem e pós-produção. Para me documentar para o artigo em questão entrevistei o ultra-prestável Frank que a partir de um cyber-café na algo agitada (política e militarmente) Guiné Conakry me respondeu com detalhe e paciência extrema. Prestes a mudar-se para Nova Iorque, com a sua colecção de discos, os seus cães e a sua mulher, Frank desvendou um pouco do seu mundo. Estas são as suas respostas:

Antes da primeira questão, dá-me um pouco de informação sobre o teu passado: quando começaste a tua actividade de DJ, como se iniciaram os teus hábitos de coleccionador, etc.
Tenho coleccionado discos de vários géneros desde que era criança. Sempre amei a música. Comecei a pôr música como DJ em Berlim por volta de 1994. Fazia umas festas conceptuais que eram uma espécie de Sleazy Listening dos anos 60 com projecção de velhos filmes de Sexploitation e com go go girls. Eu estive envolvido no lançamento do disco “Vampyros Lesbos – Sexadelic Dance Party” com faixas de Manfred Hübler & Siegfried Schwab que foram usadas pelo realizador espanhol de Sexploitation Jesus Franco para os filmes “Vampyros Lesbos”, “She Killed In Extasy” e “The Devil Came From Akasava”. Fiz também as festas promocionais para esse disco. Viajei muito por toda a Alemanha com uma trupe de bailarinas go go, uma jaula de go go cromada feita de propósito e algumas caixas cheias de bandas sonoras de clássicos de Sexploitation, Pop francês dos anos 60 e funk movido a órgão Hammond. Em 1996 levei esse conceito para Nova Iorque onde me mantive a fazer a festa “Vampyros Lesbos” semanalmente durante quatro anos e também uma festa mensal em Filadélfia.
Quando é que te apaixonaste por afro-beat e música africana em geral?
Quando vivia em Nova Iorque na segunda metade dos anos 90 passei muito tempo a fazer diggin’ e a procurar singles obscuros de soul e funk. Regressei a Berlim em 2000 e comecei aí uma festa funk chamada Soul Explosion. Continuei e voar para os Estados Unidos para procurar mais singles pelo menos uma vez por ano. Numa dessas viagens descobri a Smith’s Record Store em Filadélfia. Uma loja que se tinha mantido intocada e inexplorada por outros coleccionadores apenas por causa da zona perigosa em que se encontrava e por causa do algo assustador dono, Stan, que não era doido pela companhia de gente branca. Para minha sorte, os preconceitos raciais dele não se estendiam aos europeus e por isso fui o primeiro coleccionador de funk a ter acesso ao seu inacreditável armazém no andar de cima. Numa visita mais tarde, expliquei ao Stan que a minha mulher tinha recebido uma oferta de emprego para a embaixada alemã da Guiné Conakry e que se calhar por causa disso poderia mudar para África por um par de anos. O Stanj disse “hey, bom para ti… deixa cá ver, penso que tenho para aí algures um monte de discos africanos…” Ele levou-me ao seu escritório onde uma parede inteira estava coberta por estantes com discos e mostrou-me alguns lançamentos na editora nigeriana Tabansi. Comprei-lhe o lote inteiro de para aí duas dúzias de discos porque as capas me intrigaram. Uma inspecção mais minuciosa em casa revelou que apenas um dos discos continha material mais funky, mas era um disco incrível: “Na Teef know the road of theef” de Pax Nicholas & The Nettey Family. O líder da banda tocava percussões para o Fela Kuti na altura e as quatro faixas soam inegavelmente a Fela, pelo menos um bocadinho, mas têm um som meio trippy que lhes confere uma aura única e muito funky. Tem até um par de breaks de bateria muito bons. Descobri depois que este disco era tão raro que ninguém tinha ouvido falar dele. A minha curiosidade acerca de discos africanos foi então espicaçada e se antes eu estava preocupado a pensar no que iria fazer nos três anos que iria viver para África, agora sabia que iria passar o tempo a viajar e a procurar mais discos como aquele.
É difícil viajar em África? As expedições para procurar discos foram complicadas, tiveste problemas de segurança?
Viajei extensivamente pela Serra Leoa (8 viagens), Ghana (5 viagens) e Benim (9 viagens). Também fui ao Mali e à Costa do Marfim em várias ocasiões. Viajar em África é bastante diferente de viajar na Europa ou nos Estados Unidos. Na maior parte das vezes não há comboios e a maior parte das pessoas usa os “bush táxis” que normalmente são carros todos rebentados onde entra tanta gente quanto é possível (num carro pequeno isso significa 4 ou 5 pessoas na parte de trás mais duas pessoas no lugar ao lado do condutor!). Ás vezes há autocarros grandes que ligam as cidades mais importantes, alguns têm até ar condicionado e os atrasos são normais – se for de algumas horas apenas ninguém fala em atraso. Um atraso em África começa para aí nas doze horas e isso acontece muito frequentemente. Atravessar fronteiras pode ser um pesadelo, a corrupção está muito espalhada e os empregados do estado dependem dos subornos pois têm famílias para alimentar e é frequente passarem meses sem que recebam ordenado.
Não viajei na Nigéria. Lagos é demasiado perigosa para andar a correr por vários bairros com os bolsos cheios de dinheiro. Se andam a procurar discos tens que ter sempre dinheiro contigo para fazer uma compra caso uma oportunidade se apresente. Tenho sempre que ir onde quer que o meu guia local me leve. Provavelmente podes ter alguma segurança em Lagos se te mantiveres em certas zonas da cidade, mas não seria possível fazer qualquer tipo de diggin’ a sério e directo. É por isso que contrato pessoas para me procurarem discos na Nigéria e depois mos levarem até Cotonou no Benim que fica a três curtas horas de distância.
Em termos de segurança, nunca tive nenhum problema sério. Quer dizer, uma vez fui assaltado por alguém armado com uma faca em Cotonou, mas isso aconteceu por minha culpa: foi estúpido apanhar um táxi-motorizada para me levar através da zona mais perigosa da cidade durante a noite. O momento mais assustador foi quando tive que deixar a Guiné por causa de violentos confrontos entre gente que protestava contra o governo e as forças armadas. Viajar longas distâncias através de um país africano sob lei marcial não é algo que me apeteça repetir tão cedo.
A música africana ainda é muito pouco conhecida fora de África, embora várias compilações e reedições tenham começado a aparecer nos últimos anos. Assim sendo, como é que sabes o que procurar? Ou compras discos por instinto?
Comecei por coleccionar apenas discos de funk africano e afrobeat que pudesse usar para a minha actividade de DJ. Eu tinha uma enorme lista de discos que procurava e passava cópias a toda a agente. Ainda assim, muitas das melhores coisas que encontrei foi em discos que nem sabia que existiam. Ando sempre com um gira-discos portátil comigo e sem ele estaria perdido.
Nos últimos tempos tenho comprado também outros tipos de música africana: há demasiadas coisas boas por lá para me limitar apenas ao lado mais funky da música.
Quando é que a ideia de fazer um documentário surgiu?
Para minha surpresa, fui contactado por vários produtores de cinema que mostraram interesse em filmar as minhas expedições em África. Escolhi trabalhar com a Leigh Iacobucci porque ela já tinha vivido uns meses em Accra e parecia estar mais acostumada aos hábitos africanos. Em África, muita gente não quereria que lhes tirassem uma foto. As pessoas não querem sentir-se culturalmente exploradas por uns tipos brancos que lhes apontam as câmaras sem lhes oferecerem um pequeno presente e que depois vendem as imagens a alguma estação de televisão ou a quem lhes proporcione um certo lucro. A maior parte dos Ocidentais também não entende a forma que muitos africanos ocidentais têm de valorizar uma fotografia. Se alguém te tira uma foto então passa a ter uma cópia da tua aparência. Isto pode ser perigoso até porque as fotografias são muitas vezes usadas por feiticeiros para lançar feitiços que podem resultar em qualquer coisa: para te apaixonares por uma determinada pessoa, para teres muito sucesso no teu negócio, mas se encontrares o feiticeiro certo para determinado trabalho também podes fazer com que alguém perca a visão, fique louco ou morra. Tudo o que é preciso para que isso aconteça é um pouco de dinheiro, uma fotografia e um nome. Pode ser superstição e podemos tentar rir-nos disto, mas praticamente toda a gente por aqui (Frank ainda estava na Guiné quando respondeu a estas perguntas) acredita nestas coisa, mesmo as que têm educação e estudos. Se não exibires a atitude certa e se não andares com o tipo certo de pessoas, nunca serias capaz de conseguir fotos reais e autênticas.
Há algum tipo de plano para a estreia do documentário?
Ainda não, a montagem vai levar alguns meses, mas tenho a certeza que faremos algumas festas de lançamento com muita música e dança.
Além dos sets incríveis que fazes para o teu blog, alguma vez usaste os discos que encontras para contribuir para alguma compilação?
Haverá uma reedição do álbum de Pax Nicholas no final do ano e já há planos para outros lançamentos.
Estás a mudar-te de novo para Nova Iorque: vais dar uso à tua colecção e criar uma noite de afro-beat por lá?
NYC é a minha segunda casa. Tenho mais amigos lá do que em qualquer outro lugar do mundo. Propuseram-me um programa de rádio semanal na WFMU que começará em Outubro e que será perfeito para mim, até para poder tocar alguns dos discos que encontrei e que não são talhados para os clubes. Também tenho planos para criar uma noite afrobeat regular. A minha primeira data em Nova Iorque será já a 12 de Julho no APT.

Podes dar-me o TOP 5 das tuas descobertas em África?

01. The Poly Rythmo LP com Vincent Ahehehinnou (ALS 005).
Provavelmente o mais raro e mais cru dos álbuns da Poly Rythmo e todas as faixas são incríveis.

02. Marijata - This is Marijata
Depois das compilações “Ghana Soundz” na Soundway Records, todos os DJs queriam ter uma cópia disto… A maior parte das pessoas não sabe no entanto que além do tema “No condition is permanent” que aparece na compilação, há no disco mais duas faixas funky perfeitas para os clubes e um tema soul muito bom.

03. Stanislas Tohon - Dans le tchink systeme
Álbum de estreia do Stan que até aos dias de hoje permanece um dos mais populares cantores do Benim. Este é muito, mas mesmo muito complicado de encontrar e contém a bomba Afro-Latin-Funk “Paix Lo” que já agitou pistas de dança em Madrid, Berlin e NYC.

04. Pax Nicholas & The Nettey Family - Na teef know the road of theef
“You” é provavelmente uma das canções afrobeat mais cativantes que já ouvi.

05. Djimmy Ferry - Egbemi black
O Djimmy passou a maior parte da sua juventude em França, antes de regressar ao Benim onde gravou uma série de singles de garage-funk e um LP. A maior parte das gravações dele sofrem de péssima qualidade sonora, mas não este single. Também é a melhor faixa dele, na minha opinião. “Egbemi black” foi gravado em 1970 e soa a MC5 com James Brown a cantar em Yoruba.


Imagens cortesia de Frank Gossner e do blog Voodoo Funk.


6/06/2008

The Disco Handbook


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Não vão vocês precisar de um manual de sobrevivência, uma noite destas...


5/28/2008

Jimmy McGriff R.I.P.


Jimmy McGriff, organista de excepção que marcou o lado mais "groovy" do jazz, faleceu no passado dia 24. Fica aqui a homenagem HdB a mais este mestre do balanço. Como quase sempre faço, iniciei a pesquisa de Jimmy McGriff no disco duro do meu próprio computador, procurando saber se tinha por acaso escrito sobre algum dos seus álbuns. Curiosamente, os ficheiros que responderam aos parâmetros da minha procura são aqueles onde tenho listados os breaks da minha colecção (há breaks nos álbuns "Groove Grease" e "Electric Funk"), o que já diz muito da natureza da música deste senhor que neste momento deve estar a trocar impressões com Jimmy Smith sobre como tocar Hammond em cima de uma nuvem... Paz à sua alma.

Daqui:

"They've always classified me as a Jazz organist which I am not," states Jimmy McGriff. "I'm more of a Blues player. That's what I really feel."
With innumerable Top Ten albums to his credit, there is no mistaking McGriff's status as a legend. A master of the Hammond B-3, his renditions of Jazz and Blues classics along with his own compositions like "All About My Girl", "Kiko", "Vicki" and "Granny’s Lane", have made him a Blues original.

James Harrell McGriff was born in Philadelphia, a city known for its world-class Jazz musicians - particularly its organists. He was surrounded by music while he was growing up: his mother and father both played piano while cousins Benny Golson and Harold Melvin were beginning to work on their own musical paths.

Jimmy started out playing acoustic bass and alto sax. By the time he had finished high school, he was playing drums, vibes and piano, as well! At that point in his life, the bass seemed to be holding his interest and Big Maybelle gave him his first steady job working with her at Philly's famous Pep's Showboat.

The influence of neighbor Richard "Groove" Holmes was dynamic though, and he studied privately with him. Jimmy also studied organ at Philadelphia's Combe College of Music and at Julliard. In addition, he studied privately not only with "Groove", but with Milt Buckner and with classical organist Sonny Gatewood.

An A&R rep for Sue Records heard Jimmy playing organ at a small club in Trenton, NJ, offered him a contract and Jimmy was on his way to becoming an international favorite.

Jimmy's arrangement of "I Got A Woman", on the Sue label, made it to the top five on both Billboard's R&B and Pop charts ... and the hits have kept coming year after year.

There are close to 100 albums with Jimmy McGriff's name at the top as leader. He has recorded for Sue, Solid State, United Artists, Blue Note, Groove Merchant and recently for Milestone, Headfirst and Telarc.

In his prolific career, Jimmy has recorded with George Benson, Kenny Burrell, Frank Foster, JJ Johnson and even a two-organ jam affair with the late "Groove" Holmes.

Jimmy McGriff has performed in concert with Count Basie, Wynton Marsalis, Dizzy Gillespie, James Moody, Lou Donaldson, and the Thad Jones-Mel Lewis Big Band. He also toured and recorded with the great Buddy Rich for two years in the mid 70's.

Jimmy's television credits include programs with Nancy Wilson, the PBS favorite, "Club Date", and some fun with Paul Shaffer on Late Night with David Letterman.

Currently Jimmy performs around the world with his own Quartet, carving his own distinctive organ niche. Incorporating traditional gospel with a spiritual feel, he often teams up with musical buddy Hank Crawford in concert and on records.

Jimmy McGriff has received numerous awards over the years. Whether these accolades refer to him as a Blues master or a Jazz legend, McGriff fans will tell you that he just reaches for your heart and soul with his music and always comes up with a "feel-good" gettin' down sound!





5/19/2008

Filme do ano


Matt Wolf’s documentary, “Wild Combination: A Portrait of Arthur Russell,” reconstructs the emergence and all too quick dissolve of the musician and composer, who died of AIDS in 1992—as well as the rise and fall of the downtown New York community that nurtured him. A young man from Oskaloosa, Iowa, with bad acne scars and a cello, Russell landed in downtown New York in 1973, after a short stint in a commune in San Francisco and occasional collaborations with Allen Ginsberg. In the words of his peer Philip Glass, Russell was “one of the more eccentric of our community.” Wolf has dug up rare footage that will make some New York natives tremble: pictures of the Loft, the informal dance party that some claim as the birth of disco itself, and short films of Russell performing by himself, seated with his cello and singing the unearthly ballads that were exactly the “Buddhist bubblegum” music he told Ginsberg he wanted to make. “Wild Combination” has its New York première at the Kitchen May 15-17. ♦

Texto de Sasha-Frère Jones na New Yorker.


5/15/2008

Rocky Marsiano Hoje no Lux 15/5


Esta noite (15 de Maio), ao vivo no Lux, Rocky Marsiano apresenta "Outside The Pyramid", o novo álbum na Loop:Recordings. Apareçam!


Hip Hop e Jazz são frutos da mesma árvore e por isso andam juntos praticamente desde que no Bronx se começaram a imaginar os enunciados originais da cultura que deu ao mundo Afrika Bambaataa, o dj de scratch, rimas inflamadas e ritmos traduzíveis em acrobáticos gestos físicos. O cruzamento dessas duas linguagens tem portanto uma história longa e episódios notáveis como “Rockit” (quando Herbie imaginou um futuro eléctrico com a ajuda de Grandmixer DST), “Jazzmatazz” (quando Guru percebeu que a cadência da palavra podia seguir os mesmos ritmos da imaginação de estetas como Donald Byrd) ou até “Drunk Trumpet” (quando Kid Koala afirmou que um velho pedaço de vinil chegava para erguer um discurso próprio).
Em 2005, quando a produção Hip Hop nacional ainda procurava uma identidade própria, D-Mars assinou um dos factos do ano com “The Pyramid Sessions”, um álbum que deixava de lado a armadilha narrativa em que se podia tornar o discurso rap para longe das palavras olhar para o jazz a partir de um sampler, de uma colecção de discos e do esboço de uma vontade de partilha de ideias que o levou a colaborar, entre outras pessoas, com o guitarrista T-One (líder dos funkers Mr. Lizard) e Rodrigo Amado (saxofonista com uma carreira notável no mundo do novo jazz). O resultado foi muito positivo: “The Pyramid Sessions” era puro Hip Hop, mas estendia o olhar para lá das margens que por cá já se começavam a desenhar nessa cultura.
Sem que existisse um plano prévio nesse sentido, as ideias expostas em “The Pyramid Sessions” acabaram por ser decisivas para a transformação de Rocky Marsiano num colectivo que percorreu palcos de todo o país e não só: concertos na Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música, Lux, Music Box, Maus Hábitos e no festival Interparla em Madrid deixaram claro que o que tinha nascido de um processo solitário de orquestração de samples tinha pés para se afirmar em palco. E mais: o que no disco eram calculados gestos de corte e colagem, ao vivo transformavam-se em intensas sessões de improviso, com os ritmos fornecidos por D-Mars a afirmarem-se como a âncora que mantinha o colectivo seguro à terra.
Agora, D-Mars e o seu alter-ego Rocky Marsiano têm novo álbum: gravado entre Amesterdão, cidade para onde o produtor luso-croata se mudou nos últimos dois anos, e Lisboa, “Outside the Pyramid” posiciona-se a um tempo como a continuação lógica do registo de estreia e como algo de completamente diferente. O tema “The End of Something”, por exemplo, soa, paradoxalmente, ao início de algo completamente novo: toada jazzy, pontuação hip hop, pormenores de orquestração inteiramente cinemáticos e, de repente, o sinal de diferença – um rasgo de electrónica a projectar o conjunto para a estratosfera sem que nada o indicasse. Há igualmente piscadelas de olho ao Brasil (“Break ‘Em Off!” e “Zum Zum Zum”), excursões pelo domínio do funk (“Rocky’s Funk Anthem” com a certeira colaboração de D_Fine) e objectos não identificados que colocam esta música em território ainda não devidamente cartografado (“The Meeting” tema apropriadamente baptizado onde uma cadência house sustenta um encontro entre um pulsar jazzy e o que parecem ser salpicos de blaxpoitation e de abstracção pura; e ainda “Amstel Hustle” com mais electrónica a deslocar o centro de gravidade).
Fora da pirâmide, D-Mars volta a encontrar o saxofone de Rodrigo Amado, a guitarra de T-One e a voz de D_Fine. Novas adições resultantes da experiência de palco são os nomes de DJ Ride e do guitarrista André Fernandes, dois excelentes músicos que privilegiam igualmente a inventividade. O trompete de Joep van Rhijn é já o resultado da vivência holandesa, onde D-Mars se tem concentrado na produção e na sua actividade como DJ.
“Outside the Pyramid” é de facto um álbum onde se aperfeiçoam ideias e experiências enunciadas no álbum de estreia, mas é igualmente um disco que ousa olhar para lá do terreno aí definido. É igualmente um disco que reforça o lugar singular de D-Mars no panorama musical nacional – com um percurso iniciado nos Micro, este produtor soube encontrar para si um lugar muito próprio enquanto produtor no sentido clássico do termo. Já não apenas o produtor de beats que buscam um MC, mas o produtor de corpo inteiro que entende os segredos de estúdio e da arte de condução de músicos em estúdio.

www.myspace.com/looprecordings
www.myspace.com/rockymarsiano