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HitdaBreakz

8/11/2004

JAMES BROWN: FUNKY DRUMMER 12"




Recentemente, eu e o Dub efectuámos uma curiosa expedição de Diggin'. Depois de algum trabalho de detective - que se seguiu após uma intrincada sequência de referências cruzadas que incluiram alguns discos trocados com um grande amigo (entre eles um álbum dos T-Connection e um maxi fabuloso de Roy Ayers, o "Running Away) e uma sessão de DJing numa histórica casa nocturna de Lisboa - descobrimos então que esse tal clube estava a vender a colecção de discos. Como já suspeitávamos e acabámos por descobrir, vinte anos de trabalho não deixam os discos em grande forma (ainda por cima quando usados por DJ's que não são os seus legítimos donos - ou seja, deviam ter tanto cuidado com eles como aqueles motoristas que conduzem taxis de que não são proprietários...). Ainda assim, a viagem, a poeira e o calor terrível que se fazia sentir naquele sotão valeram bem a pena.
Entre os discos do meu lote vieram vários LP's de James Brown (obrigado Dub!), nomeadamente o fabuloso Hell, mas foi um maxi da Urban, de 1988, que fez as minhas delícias.
Este maxi foi recentemente reeditado e não tem um valor por aí além, mas trata-se de um disco que eu já perseguia há uns 15 anos, depois de o ter visto nas mãos de um DJ num clube do Bairro Alto (os 3 Pastorinhos, para ser mais preciso). Além da versão original do fabuloso tema Funky Drummer, este maxi inclui um pequeno edit deste mesmo tema da autoria de Danny Krivit (ler mais abaixo!). Esse edit é como se fosse o recheio de um bolo fabuloso: ou seja, trata-se do monstruoso break do génio Clyde Stubblefield repetido em loop, perfeito para criar um crescendo num set, por exemplo. "Funky Drummer" foi originalmente editado em 1970 e nos 34 anos do seu reinado rítmico não perdeu nem um grama de força.
A edição deste maxi em 88 não foi inocente, uma vez que boa parte da produção Hip Hop de 1988/1989 se apoiou no loop de "Funky Drummer" (e não só... lembram-se dos Soul II SOul?).
Enfim, trata-se de um momento dourado na história da música do século XX. Um momento que deveria existir - em vinil, CD, cassete, DAT, mini-disc ou seja lá qual fôr o formato - em todas as casas de todo o planeta. Como isso deve ser uma tarefa impossível, tratem mas é de arranjar um exemplar para a vossa casa!